
E que o tempo me traga os sorrisos mais sinceros, os olhares que não deixam nada a esconder, a felicidade mais pura possível. Que nada nesse mundo esconda meus risos, que nada ofusque meus sorrisos, ou roube o meu brilho, se é que eu ainda posso dizer que o tenho, e se nada restou, que eu recupere tudo que foi meu e que a vida me tirou durante essa correnteza, meu brilho, minha força, meu foco, minha fé, tudo que fazia parte de mim, tudo que me fazia eu. Que essa correnteza chamada tempo me devolva todas as noites mal dormidas, todas as pessoas que ficaram pra trás, que foram levadas com o vento. Que tudo que foi perdido nessa tempestade possa ser recuperado, que tenha valido a pena ter enfrentado toda a chuva forte ainda de pé, sem desistir por um minuto se quer, e que no final de tudo isso haja sol, todos os dias. E que existam dias mais radiantes possíveis, e que esses dias sejam os meus, que haja alguém para me tirar sorrisos, pra me roubar risadas, que nunca me desgaste, me gaste, ou me machuque. Que seja um novo amor, mas que preste, por favor. Que tenha paciência de me cuidar, de me gostar, de me amar. Que tenha a capacidade de me entender, de me descobrir mesmo que já me conheça do avesso. Que me queira assim mesmo toda errada, desajeitada, mal encaixada. Que me faça pensar, repensar, tripensar nas palavras que foram ditas, nos pequenos momentos que foram vividos. Que tuas piadas sem graça e estupidamente toscas me façam rir o dia inteiro. Que não haja mentiras, segredos, decepções, mágoas ou lágrimas. Que eu possa me entregar e que se entregue também, sem medo. Que eu cuide e que me cuide também. Que seja sincero. Que tenham risos, sorrisos, abraços e beijos. Que eu não me importe com o seu jeito, desajeito, mau jeito. Mas que o tempo me traga. E se essa história que dizem por ai que o tempo só nos tira as coisas que podem ser substituídas por algo melhor, que seja, que me provem, que se faça verdade, que venha.. E que permaneça. (de-cepcionar)

Eu tô me precisando mais do que ninguém, tô sentindo falta de mim mesma, de quem eu costumava ser. Quero meu sorriso de volta, quero-me de volta. Sinto falta de tudo que me fazia eu, do que fazia parte de mim, hoje em dia não sou a metade do que costumava ser há uns anos atrás, é que as coisas já foram melhores pra mim, já foram mais fáceis, já foram boas. Mas foram tantas as quedas, tantos os maus, os arranhões, os machucados, tantas as noites em claro, tantas lágrimas rolando, tantas partidas, e tantas mudanças, tudo tão depressa, sem pausa pra respirar, sem pausa pra um suspiro se quer, ou pra pensar em como poderia agir adiante de tudo aquilo, que o meu sorriso foi se esquecendo de sorrir, eu acabei esquecendo-me de quem eu costumava ser, e das escolhas que eu deveria ter feito. Bom seria se eu pudesse voltar no tempo e consertar tudo, fazer tudo novamente, lembrar o valor que tinha o meu sorriso, lembrar de mantê-lo no meu rosto firme e forte mesmo que por dentro eu estivesse totalmente destruída, lembrar de agir mesmo sem forças. Eu teria nadado mesmo que fosse para morrer na praia, afinal talvez a força que tanto falam esteja bem aí, em persistir, em correr atrás mesmo sem rumo algum, em bater na mesma tecla milhões de vezes, em lutar, e mesmo com tanto fardo, não se esquecer de quem é, dos valores que leva, não esquecer-se de sorrir. Sinto falta do tempo que pequenas coisas faziam-me feliz, faziam-me completa, hoje em dia, acabo não contentando-me com pouco, por saber que esse tão pouco de felicidade passa em tão pouco tempo, em um piscar de olhos, se esvai, e logo retorna a ser apenas mais uma lembrança no meio de tantas outras. Sinto falta de quando perguntavam-me “como você está?” e eu respondia sem pensar duas vezes “estou bem” sem “falar por falar”, sem esconder nada, sem estar dizendo qualquer mentira se quer. Sinto falta de quando eu conseguia manter sempre um sorriso no meu rosto, e acima de tudo fazê-lo realmente sincero, hoje em dia mal tenho motivos pra esse tipo de coisa. (d3-cepcionar)

Eu sei que sou toda complicada. Desajeitada. Virada ao avesso, cheia de gostos e imperfeições. Sei que sou fria a ponto de congelar um tempo quente. Também sei que minhas palavras bagunçadas por muitas vezes machucam pessoas que eu quero bem. Eu sei, eu realmente sei que sou difícil de lidar. Sou difícil de entender. De cuidar. De gostar. Mas eu sou assim, toda errada. E não há nada, coisa alguma ou alguém que me mude. Mas mesmo sendo tão fria, tão cheia desse orgulho e mesmo não acreditando muitas vezes no que me dizem. As preciso de um pouco de carinho exagerado, de um colo. De amor. (d3-cepcionar)

E se não for pra ficar, não precisa nem vir. Cansa, destrói, acaba com a gente ver quem a gente queria por perto indo embora, ver quem a gente imaginava ter pra o resto da vida do nosso lado, indo pra bem longe da gente. E a gente sabe, no fundo a gente sabe, que partidas por mais que dolorosas são comuns, mesmo sabendo disso tudo a gente imagina milhões de coisas, cria dialogos e cenas em nossa cabeça, mesmo sabendo que um dia aquele alguém se vai e que não vai adiantar segurar forte e prender nos braços, a gente ainda tem esperança de que fique, de que não se vá nunca. Tolisse a nossa de achar que isso pode acontecer, as pessoas sempre vão, é normal, é esperado, a gente sempre perde quem a gente quer por perto. E eu, exclusivamente eu, perco tudo que me faz bem, porque eu sou eu, sempre perco o que quero ter comigo. (d3-cepcionar)